O LAMENTO DOS CATIVOS
Junto aos rio da Babilônia
Nosso pranto se ouviu
Choro imenso de saudade
Da grande felicidade
Que num repente sumiu
Nos salgueiros tristemente
Penduramos nossas harpas
Com nossa voz embargada
E nossa alma sugada
Em coração feito em farpas
Rindo, nossos opressores
Pediam nossas canções
Mas numas terras estranhas
Com tristeza nas entranhas
E com dor nos corações
Como cantar para aqueles
Que vendo a nossa ruína
Com regozijo cruel
Zombavam do nosso fel
Como ave de rapina
Ó Jerusalém querida
Que de ti nunca me esqueça
Ainda que a voz me falte
Antes que a morte me assalte
E a vida desapareça
Eu retornarei a ti
E o inimigo verei
Em grande destruição
E em meio à desolação
Alegre então cantarei !
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